XX Salão de Arte Nacional da Prefeitura de Belo Horizonte.
Museu de Arte da Pampulha . Belo Horizonte - MG . 1988

O desenvolvimento cronológico da escultura de Helena Netto tem seu início na escolha da madeira como matéria prima. Seus primeiros trabalhos já buscavam a forma, nos recortes modulados, encaixes geométricos e superposições, formando quadros, painéis, ou objetos de parede, utilizando-se também da cor como complemento pictural.
Mas sua compulsão criativa indomável é multidirecional, e Helena pesquisa outros materias, realizando-se com pleno domínio da forma em todos eles, da sucata à rigidez do ferro, do metal amarelo e do aço.
O ferro, em seu estado natural e rústico da fundição, transforma-se em blocos enormes, que apesar do peso, assumem um agradável aspecto de leveza, pela elegância das formas e movimentos, que resultam em belas esculturas, compostas por espaços densos, entrecortados por vazios e transparências gradeadas, que harmonizam e equilibram a obra.


Crítica de Arte pela Associação Brasileira de Críticos de Arte

   
   

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