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O desenvolvimento
cronológico da escultura de Helena Netto tem seu início
na escolha da madeira como matéria prima. Seus primeiros
trabalhos já buscavam a forma, nos recortes modulados,
encaixes geométricos e superposições, formando
quadros, painéis, ou objetos de parede, utilizando-se também
da cor como complemento pictural.
Mas sua compulsão criativa indomável é multidirecional,
e Helena pesquisa outros materias, realizando-se com pleno domínio
da forma em todos eles, da sucata à rigidez do ferro, do
metal amarelo e do aço.
O ferro, em seu estado natural e rústico da fundição,
transforma-se em blocos enormes, que apesar do peso, assumem um
agradável aspecto de leveza, pela elegância das formas
e movimentos, que resultam em belas esculturas, compostas por
espaços densos, entrecortados por vazios e transparências
gradeadas, que harmonizam e equilibram a obra.

Crítica de
Arte pela Associação Brasileira de Críticos de Arte

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